Cerca de 3 bilhões de pessoas, em 193 países, tem uma alimentação de baixa qualidade que afecta não só a saúde, como também a área económica e de desenvolvimento.
Assim, a Food and Agriculture Organization (FAO) celebra em 2016 o Dia Mundial da Alimentação com o tema “O clima está a mudar e a alimentação e a agricultura também devem mudar” (clicar para ver video).
Tal
como a Bastonária da Ordem dos Nutricionistas refere "a nutrição
não serve apenas para alimentar as pessoas... se não reformularmos os sistemas
alimentares priorizando a nutrição, perdemos uma oportunidade de criar o futuro
das próximas gerações mais forte, mais saudável e mais próspero."
Se por um lado os sistemas
alimentares (que promovem o crescimento dos alimentos, a forma como são
produzidos e criados, transportados, processados e comercializados) atuais
procuram a quantidade e não tanto na qualidade, por outro
temos populações que apesar de conseguirem ter um melhor acesso a todos os alimentos, preferem optar por alimentos ricos em gorduras, açúcares e sal.
Tais factos estão extremamente
relacionados com o aumento das prevalências das doenças crónicas não
transmissíveis, verificando-se em portugal 52,8% de adultos com excesso de peso e 15,4% com obesidade e que 1 em cada 3
crianças tem excesso de peso.
A nutrição não é apenas
um problema de saúde ou social, mas um investimento que pode estimular o
crescimento económico.
É fundamental que o nosso
Governo crie ações que permitam priorizar melhorias na qualidade da
alimentação; desenvolver políticas para regular a formulação do produto;
incentivar a produção de alimentos de alta qualidade; melhorar a informação aos
consumidores; institucionalizar a alimentação de alta qualidade nos serviços
dependentes do setor público; melhorar a disponibilidade e acessibilidade de
fruta, hortícolas e leguminosas; e promover uma maior colaboração entre
sectores, como a agricultura, a saúde, a proteção social e o comércio.
Fonte: observador.pt/

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