A hipercolesterolemia familiar (FH) é uma doença genética que provoca uma elevada
concentração de colesterol no sangue.
O seu diagnóstico é geralmente baseado num conjunto de critérios
clínicos, bioquímicos e na história familiar de hipercolesterolemia e de doença cardiovascular
(DCV) prematura.
A principal característica da patologia é o nível elevado de
colesterol total e do colesterol LDL estar acima do percentil 95% para o sexo e a idade, encontrando-se
os valores de colesterol HDL e de triglicerídeos geralmente dentro da normalidade.
As consequências dos níveis elevados de colesterol plasmático podem ser facilmente identificados porque o colesterol deposita-se nos tecidos extravasculares:
- xantomas
- xantelasmas
- arco córneo em indivíduos ainda jovens (< 45 anos).
O diagnóstico precoce permite iniciar as terapêuticas farmacológica e nutricional
adequadas.
Quais os estilos de vida que devem ser melhorados?
- Cessação tabágica
- Hábitos alimentares adequados às necessidades e preferências/gostos*
- Promoção da atividade física regular,
- Peso saudável
*Segundo o National Institude for Health and Clinical Excellence (NICE 2008) e a
Declaração de Consenso da Sociedade Europeia de Aterosclerose (Eur Heart J, 2013), a
terapêutica nutricional individualizada deve ser oferecida por um nutricionista.
Resultados de uma investigação recente (Takehiro S et al, 2014) mostram que os indivíduos
com terapêutica farmacológica ingerem mais energia e gordura e a elevação do seu IMC é mais
marcada, que nos indivíduos que não a fazem.
É fundamental modificar a alimentação mesmo nos indivíduos tratados com
medicamentos hipolipidemiantes.
É fundamental modificar a alimentação mesmo nos indivíduos tratados com
medicamentos hipolipidemiantes.
Quais as recomendações alimentares gerais?
- Aumentar a ingestão de
hortícolas, frutas e grãos integrais;
- Incluir produtos lácteos com
baixo teor de gordura, aves, peixe, leguminosas e frutos gordos;
- Limitar a ingestão de doces,
bebidas açucaradas e carnes vermelhas
Fonte: APN, artigo de opinião Drª Isabel Monteiro


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