sábado, 1 de abril de 2017

Hipercolesterolemia Familiar - o que é?

A hipercolesterolemia familiar (FH) é uma doença genética que provoca uma elevada concentração de colesterol no sangue.


O seu diagnóstico é geralmente baseado num conjunto de critérios clínicos, bioquímicos e na história familiar de hipercolesterolemia e de doença cardiovascular (DCV) prematura. 



A principal característica da patologia é o nível elevado de colesterol total e do colesterol LDL estar acima do percentil 95% para o sexo e a idade, encontrando-se os valores de colesterol HDL e de triglicerídeos geralmente dentro da normalidade.




As consequências dos níveis elevados de colesterol plasmático podem ser facilmente identificados porque o colesterol deposita-se nos tecidos extravasculares:

  • xantomas
  • xantelasmas
  • arco córneo em indivíduos ainda jovens (< 45 anos). 

O diagnóstico precoce permite iniciar as terapêuticas farmacológica e nutricional adequadas.



Quais os estilos de vida que devem ser melhorados?

  • Cessação tabágica
  • Hábitos alimentares adequados às necessidades e preferências/gostos*
  • Promoção da atividade física regular, 
  • Peso saudável

*Segundo o National Institude for Health and Clinical Excellence (NICE 2008) e a Declaração de Consenso da Sociedade Europeia de Aterosclerose (Eur Heart J, 2013), a terapêutica nutricional individualizada deve ser oferecida por um nutricionista


Resultados de uma investigação recente (Takehiro S et al, 2014) mostram que os indivíduos com terapêutica farmacológica ingerem mais energia e gordura e a elevação do seu IMC é mais marcada, que nos indivíduos que não a fazem. 


É fundamental modificar a alimentação mesmo nos indivíduos tratados com medicamentos hipolipidemiantes.



Quais as recomendações alimentares gerais?
  • Aumentar a ingestão de hortícolas, frutas e grãos integrais; 
  • Incluir produtos lácteos com baixo teor de gordura, aves, peixe, leguminosas e frutos gordos; 
  • Limitar a ingestão de doces, bebidas açucaradas e carnes vermelhas





Fonte: APN, artigo de opinião Drª Isabel Monteiro 

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