segunda-feira, 22 de maio de 2017

Portugal no TOP 5

O abandono da dieta mediterrânica atirou Portugal para o top 5 da obesidade infantil

Um em cada dez rapazes de 11 anos é obeso. 



Já não falamos apenas de excesso de peso e obesidade infantil nos Estados Unidos.... Portugal está no TOP 5, logo a seguir aos mediterrânicos Grécia, Itália, Espanha e Malta!

A existência de uma maior proporção de crianças obesas nos países mediterrânicos tende provavelmente a ver com a realidade social, cultural e económica destas regiões com baixa natalidade (e hiperproteção das crianças), forte pressão económica para a compra de produtos hipercalóricos nas populações de baixos recursos, maiores períodos de inatividade física e maior tempo de exposição ao ecrã, nomeadamente a ver televisão e computador. Atualmente sabe-se também que a adesão à Dieta Mediterrânica tem vindo a diminuir nestes países.

De acordo com os critérios da Organização Mundial de Saúde 2,7% das crianças tinha baixo peso, 31,6% excesso de peso e 13,9% obesidade.





O relatório da OMS, que analisa as principais tendências da obesidade infantil em 12 anos (2002-2014) mostra que as crianças e adolescentes portugueses:

  • comem menos vegetais e menos fruta
  • ingerem menos doces e bebidas açucaradas artificiais (as máquinas onde se vendiam estão proibidas em escolas e hospitais)
  • não são os piores no que diz respeito ao tempo diário a ver televisão ou a usar o computador
  • Prática de atividade física baixa: é sobretudo preocupante o grupo das raparigas de 15 anos, que é o menos fisicamente ativo de todos os países incluído no estudo

Em 12 anos, os decréscimos nos consumos de frutas e legumes por rapazes e raparigas foram significativos em cinco países: Grécia, Israel, Malta, Polónia e Portugal.

"Nos estudo anteriores éramos os campeões a comer fruta. Em Portugal está a descer esse consumo e tem a ver com a crise económica. A fruta é cara quando comparada com o pão", comenta Margarida Gaspar de Matos.


Um dos fatores que também tem sido alvo de grande atenção é o económico!
Segundo o relatório da OMS, cerca de 27% da obesidade na adolescência em 2014, na Europa, foi atribuída a diferenças sócio-económicas, quando em 2002 esse fator pesava 18%.


Estratégias da DGS:
  • aumentar o conhecimento das famílias sobre os riscos
  • facilitar as escolhas saudáveis nos locais onde as crianças estão (ex. escolas) 
  • combater o marketing agressivo
  • sugerir reformulações de produtos de má qualidade nutricional por parte da indústria 
  • formar profissionais.


Fonte: http://www.dn.pt 


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