As preocupações com a saúde passam muito pela prática de estilos de vida saudáveis e pela manutenção do peso corporal. Contudo, é importante referir que investigações recentes têm averiguado que uma % superior de indivíduos com o IMC normoponderal (>18,5 a <25) assume fazer dieta, comparativamente aos que apresentam IMC >25.
Fazer dieta implica substituir o comer regulado por estímulos internos (fome), por uma ingestão controlada cognitivamente, com vista a perder peso.
De acordo com os resultados, a dieta surge então como a “solução milagrosa” para tratar a insatisfação corporal. Todavia, a prática de uma dieta e a insatisfação corporal, aliadas a uma vulnerabilidade subjacente, podem precipitar o aparecimento das Perturbações do Comportamento Alimentar (PCA).
A PCA surge quando ocorre uma restrição ou alteração da dieta em resposta à preocupação excessiva com a perda de peso como forma de sentir controlo sobre a vida. Estas são perturbações mentais que provocam um grande sofrimento a quem por elas passa mas também às suas famílias. É causadora de graves consequências físicas e psicológicas, podendo pôr em risco a própria vida.
A grande maioria destes distúrbios surge na adolescência, e pode afetar ambos os géneros.
Assim sendo, é imperioso que nestas idades exista uma maior atenção e acompanhamento, de forma a identificar precocemente sinais que possam refletir uma PCA.
Uma intervenção precoce e adequada pode prevenir as consequências físicas e psicológicas a longo prazo!










