quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Perturbações do Comportamento Alimentar


As preocupações com a saúde passam muito pela prática de estilos de vida saudáveis e pela manutenção do peso corporal. Contudo, é importante referir que investigações recentes têm averiguado que uma % superior de indivíduos com o IMC normoponderal (>18,5 a <25) assume fazer dieta, comparativamente aos que apresentam IMC >25.

Fazer dieta implica substituir o comer regulado por estímulos internos (fome), por uma ingestão controlada cognitivamente, com vista a perder peso.

De acordo com os resultados, a dieta surge então como a “solução milagrosa” para tratar a insatisfação corporal. Todavia, a prática de uma dieta e a insatisfação corporal, aliadas a uma vulnerabilidade subjacente, podem precipitar o aparecimento daPerturbações do Comportamento Alimentar (PCA).


A PCA surge quando ocorre uma restrição ou alteração da dieta em resposta à preocupação excessiva com a perda de peso como forma de sentir controlo sobre a vida. Estas são perturbações mentais que provocam um grande sofrimento a quem por elas passa mas também às suas famílias. É causadora de graves consequências físicas e psicológicas, podendo pôr em risco a própria vida.

A grande maioria destes distúrbios surge na adolescência, e pode afetar ambos os géneros.
Assim sendo, é imperioso que nestas idades exista uma maior atenção e acompanhamento, de forma a identificar precocemente sinais que possam refletir uma PCA. 


Uma intervenção precoce e adequada pode prevenir as consequências físicas e psicológicas a longo prazo!


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Crianças saudáveis, serão adultos saudáveis!



A Fundação Portuguesa de Cardiologia publicou um video muito interessante:



É importante não esquecer que a prática de estilos de vida saudáveis deve ser feita diariamente. 
Crianças saudáveis têm grandes probabilidades de serem adultos saudáveis!


Então, estamos à espera do quê para mudar a nossa sociedade?


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Obstipação



A obstipação (também chamada de “prisão de ventre”) está relacionada com a dificuldade em defecar. 
O seu diagnóstico é confirmado quando o número de dejeções é inferior a três vezes por semana.


QUAIS AS CAUSAS?
  • Ignorar frequentemente a vontade de defecar
  • Baixa ingestão de líquidos
  • Baixo consumo de fibras
  • Sedentarismo
  • Uso excessivo de laxantes
  • Alterações ambientais (stress, viagens, alterações na dieta,…)
  • Gravidez
  • Medicamentos (ex. analgésicos, antidepressivos, tranquilizantes, anti-hipertensores, diuréticos,…)


COMO EVITAR?
A primeira abordagem para tratamento da obstipação deverá passar por métodos não farmacológicos.

Assim sendo, deve-se:
  • Criar horários para as refeições;
  • Ir à casa de banho todos os dias, à mesma hora, com tempo. Qualquer desejo adicional de defecar durante o dia deverá ser satisfeito;
  • Não utilizar laxantes (embora ajudem momentaneamente, causam dependência);
  • Aumentar a ingestão de líquidos;
  • Fazer uma dieta variada com todos os alimentos disponíveis.
    • Deve aumentar o consumo de fibras:
      • Fruta – de preferência crua e com casca
      • Legumes
      • Leguminosas
      • Cereais 

àQuando se inicia uma dieta rica em fibras podem surgir efeitos indesejados, como flatulência, cólicas e/ou diarreia pelo que deverá aumentar a ingestão de forma progressiva.


Mude os seus hábitos, melhore o funcionamento do seu intestino!



sábado, 19 de janeiro de 2013

IMC


   IMC é a abreviatura de Índice de Massa Corporal e é um dos métodos mais utilizados para descrever o estado nutricional dos indivíduos.

   Este indicador de referência mundial é barato, não invasivo e fácil de ser aplicado, e relaciona o peso com a altura. O cálculo é feito através da fórmula: 



   O IMC é considerado um ótimo instrumento de diagnóstico precoce de situações de desnutrição grave (se IMC≤16 kg/m2), desnutrição moderada (se IMC>16,0 kg/m2 e ≤16,99 kg/m2), desnutrição leve (se IMC >17 kg/m2 e ≤18,49 kg/m2), excesso de peso (se IMC>25 kg/m2 e ≤29,9 kg/m2) e obesidade (se IMC>30 kg/m2).

   Contudo, embora as vantagens referidas anteriormente, este índice não é um marcador de composição corporal, devendo ser adaptado consoante a faixa etária, género, etnia…



Idade

Nota: Para crianças e adolescentes existem tabelas específicas que têm em conta o peso, a altura e a idade (percentis).



Género
   Com o mesmo IMC, as mulheres tendem a ter mais gordura corporal que os homens.

   Para além deste fator, o IMC também não avalia a distribuição de gordura corporal.





Etnia
   Nos diferentes grupos étnicos verificam-se diferenças significativas na massa muscular, tecido ósseo, proporções corporais e tecido adiposo.
  • Negros têm maior % de massa muscular e tecidos ósseos comparados aos caucasianos.
  • Asiáticos têm maior % de gordura corporal e menor massa livre de gordura.




!! Atletas: Uma vez que a massa muscular é mais pesada que a massa gorda, os atletas tendem a ter um IMC mais elevado.   



Mensagem final:

   Dadas as inúmeras variações referidas anteriormente, quando for calcular o seu IMC não retire conclusões precipitadas.

   A avaliação corporal deve ter em conta vários indicadores (IMC, perímetros, circunferências, pregas, bioimpedância…) e por isso para um melhor diagnóstico procure ajuda de profissionais. 



terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Devagar se vai ao longe!


A falta de tempo é cada vez mais evidente no dia-a-dia das pessoas, levando ao aparecimento de stress e dificuldades em realizar atividades de lazer, exercício físico e refeições tranquilas.



Relativamente ao horário das refeições, a falta de tempo leva à prática de refeições rápidas, que promovem consequentemente uma ingestão de alimentos superior às necessidades, problemas digestivos e maiores dificuldades em controlar o peso.


Para mudar este costume, deverá:
  • Procurar realizar as suas refeições num ambiente calmo;
  • Reservar algum tempo para comer (sem televisão, computador ou trabalhos, nem coma enquanto conduz);
  • Comer sentado;
  • Introduzir alimentos com várias texturas e sabores;
  • Poisar os talheres entre as garfadas.


Ao implementar estes cuidados vai conseguir:
  • Mastigar melhor os alimentos;
  • Saborear melhor os alimentos;
  • Melhorar o processo digestivo;
  • Sentir-se saciado. Em média, cada refeição deve durar 30 minutos, de forma a que o cérebro receba as informações enviadas pelo sistema digestivo;
  • Controlar o peso*



*A investigadora portuguesa Dra. Júlia Galhardo foi premiada pela Sociedade Europeia de Endocrinologia Pediátrica por ter comprovado cientificamente que comer mais devagar ajuda a controlar o peso (Effects of retraining eating speed on fasting and postprandial plasma ghrelin and PYY in obese children and adolescents).

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O que levar na lancheira?

Os cuidados alimentares devem ser tidos em conta dentro e fora de casa.. 
Assim sendo, caso leve comida para ingerir durante o dia, deve ter atenção ao tipo de alimentos,  ao embalamento e à temperatura do próprio dia.



Durante a preparação deve:
  • Escolher uma lancheira térmica;
  • O período entre a preparação e o consumo deve ser curto;
  • Relembrar se o local é fresco e/ou se existe frigorífico para conservar os alimentos (por exemplo os iogurtes, o fiambre,  os ovos, os molhos e o marisco estragam-se facilmente);
  • Embalar os alimentos individualmente para não contaminar;
  • Introduzir peças de fruta:
    • Lavar e secar bem a fruta que pode ser comida com casca - exemplo maçã, pêra, ...;
    • No caso de frutas, como o kiwi, manga e morangos, podem  ir cortados;
    • Deve ter em atenção que há frutas, como a maçã, pêra e banana, que escurecem se for retirado a casca.
  • Acrescentar uma garrafa de água para beber durante o dia.


Aqui ficam algumas ideias rápidas, económicas e saudáveis,  para comer nos intervalos da manhã e da tarde:





terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Nutri-cuidados 1 - Alimentos Perecíveis


Para que o consumidor tenha acesso a produtos alimentares de extrema qualidade é fundamental que o controlo da qualidade dos alimentos decorra desde o cultivo até ao momento de ingestão.


Existem dois métodos de avaliação:
  •     Observação humana, que analisa as características sensoriais (cor, sabor, odor, …);
  •     Testes científicos, mais rápidos e rigorosos.

Dada a crescente preocupação sobre a qualidade dos alimentos e riscos de contaminação dos mesmos, decidi criar a rúbrica “Nutri-cuidados”, que irá mencionar quais os cuidados a ter para garantir e manter a qualidade dos alimentos e consequentemente ter uma alimentação saudável.


1- Alimentos Perecíveis
Os alimentos perecíveis são altamente sensíveis às condições ambientais do local onde se encontram, sendo por isso fundamental serem mantidos a uma temperatura e humidade adequada e constante.

São exemplos destes alimentos a carne, o peixe e os iogurtes.


No ato de compra, estes alimentos devem ser os últimos a serem adquiridos

Mas para além deste cuidado, existem muitos outros a ter durante a escolha:
    •  Ter atenção às instalações e utensílios utilizados;
    •  Os funcionários devem manipular os alimentos com proteção no cabelo e luvas;
    •  O local onde os produtos estão colocados não deve ter água no estado líquido (facilmente ocorreria contaminação);
    •  Os produtos embalados em vácuo não devem ter bolhas de ar nem líquidos.


Após a compra, estes alimentos devem ser levados o mais rapidamente para a refrigeração, utilizando sempre que possível sacos térmicos durante o transporte.


Dicas para uma Páscoa Saudável

1- Inicie sempre as refeições principais com uma sopa de legumes 2- Em época de festas evite as calorias em forma de líquido. Prefira ...