O abandono da dieta mediterrânica atirou Portugal para o top 5 da obesidade infantil
Um em cada dez rapazes de 11 anos é obeso.
Já não falamos apenas de excesso de peso e obesidade infantil nos Estados Unidos.... Portugal está no TOP 5, logo a seguir aos mediterrânicos Grécia, Itália, Espanha e Malta!
A existência de uma maior proporção de crianças obesas nos países mediterrânicos tende provavelmente a ver com a realidade social, cultural e económica destas regiões com baixa natalidade (e hiperproteção das crianças), forte pressão económica para a compra de produtos hipercalóricos nas populações de baixos recursos, maiores períodos de inatividade física e maior tempo de exposição ao ecrã, nomeadamente a ver televisão e computador. Atualmente sabe-se também que a adesão à Dieta Mediterrânica tem vindo a diminuir nestes países.
De acordo com os critérios da Organização Mundial de Saúde 2,7% das crianças tinha baixo peso, 31,6% excesso de peso e 13,9% obesidade.
O relatório da OMS, que analisa as principais tendências da obesidade
infantil em 12 anos (2002-2014) mostra que as crianças e adolescentes
portugueses:
- comem menos vegetais e menos fruta
- ingerem menos doces e bebidas açucaradas artificiais (as máquinas onde se vendiam estão proibidas em escolas e hospitais)
- não são os piores no que diz respeito ao tempo diário a ver televisão ou a usar o computador
- Prática de atividade física baixa: é sobretudo preocupante o grupo das raparigas de 15 anos, que é o menos fisicamente ativo de todos os países incluído no estudo
Em 12 anos,
os decréscimos nos consumos de frutas e legumes por rapazes e raparigas foram
significativos em cinco países: Grécia, Israel, Malta, Polónia e Portugal.
"Nos estudo anteriores éramos os campeões a comer fruta. Em Portugal
está a descer esse consumo e tem a ver com a crise económica. A fruta é cara
quando comparada com o pão", comenta Margarida Gaspar de Matos.
Um dos fatores que também tem sido alvo de grande atenção é o económico!
Segundo o relatório da OMS, cerca de 27%
da obesidade na adolescência em 2014, na Europa, foi atribuída a diferenças
sócio-económicas, quando em 2002 esse fator pesava 18%.
Estratégias da DGS:
- aumentar o conhecimento das famílias sobre os riscos
- facilitar as escolhas saudáveis nos locais onde as crianças estão (ex. escolas)
- combater o marketing agressivo
- sugerir reformulações de produtos de má qualidade nutricional por parte da indústria
- formar profissionais.
Fonte: http://www.dn.pt












